SOBRE VISITAS QUE TÊM MEDO DE CACHORRO

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POLÊEEEEEEEEEEEEEMICA. Minha mãe tem uma cachorra salsichinha. A Cacau. Sabe aquele cachorro salsicha-Cofap? Bem. Cacauzinha linda é um amor, mas também é brava. Não sei se ela é brava ou apenas neurótica, se tem mania de perseguição ou qualquer outro trastorno psiquiátrico. O fato é que Cacau às vezes não vai com a cara de algumas pessoas. Cachorro tem disso. Cacau não gosta de um monte de gente. O santo não bate. Quem nunca? Mas vamos aos pontos.

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1. Para quem passou o fim de semana em Júpiter,  no domingo agora rolou Dia dos Pais. E teve almoção na casa da minha mãe. Estrogonofe-sucesso, o prato mais anos 1970 do Brasil, porque a gente é contra inovação. Respeito aos clássicos, please.

2. Daí a mãe do Alê quis almoçar com a gente porque era Dia dos Pais. “A mãe dele quis almoçar com a gente porque era dia dos pais”. Porque o Alê, que é filho dela, é pai. O pai do Alê, que também é pai, em tese teria mais direito. Só que eles são separados e o Alê passou o Dia dos Pais com a mãe, o que legalmente caracteriza Dia das Mães. Da série “novas configurações familiares”.

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3. Sogritcha tem medo de cachorro. Medo mesmo. Porque quando ela era criança, parece, foi mordida e rola um trauma de infância real. Para completar, Cacau colocou a sogritcha para a lista negra. Não vai com a cara, desde sempre. Só de ouvir a voz Cacau fica agressiva, mostra a gengiva e tudo. Antipatia gratuita.

4. Nessas situações, a família se divide em duas: a) as pessoas que tentam minimizar o climão, dizendo, “ai, essa Cacau…”, “ela é assim com todo mundo, viu?” (mentira, mentira) e todo mundo age naturalmente, sugerindo que a cachorra fique no meio da galera “para quem está com medo se acostumar”. E tem as pessoas item b), tipo eu, que se compadecem com o pânico alheio e tomam providências. Vai que a Cacau resolve atacar a minha sogra no Dia dos Pais que virou Dia das Mães. Hoje não, please.

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5. Catei a Cacau e levei para a minha casa, para que ela desfrutasse da agradável companhia de Dolores, que havia tomado banho – evento raríssimo (o banho).

6. Mas este é um blog sério e relevante e cheguei até aqui pelo seguinte. As pessoas são obrigadas a conviver com o pets problemáticos dos outros? Como é essa hierarquia? Quem manda mais? A visita ou o cãozinho que intimida, ameaça morder, porque tem ciúme do dono com outras pessoas?

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7. Isso é MEGA polêmico. Mas vamos lá. Na minha opinião, com todo amos aos nossos cães e gatos, acho que a visita é mais importante. Mas essa é apenas a minha opinião. Não me detonem nos comentários, please. Respeito 100% quem pensa diferente. Maaaaas, ainda acho que as pessoas – as que vão à sua casa, em especial – merecem esse cuidado. Das duas uma: ou você prende seu cão nervoso (como eu fiz com a Cacau) ou põe limite nele, para que não assuste as pessoas.

8. Daí você vai dizer: “Mas, Mari, meu cãozinho é o meu bebê”, “Se a visita não gosta do meu cachorro/gato, ela não é bem-vinda na minha casa”. É um jeito de pensar. O cachorro é seu, o parente é seu. Banque isso.  Mas nessa situação que rolou na casa da minha mãe, só pensei em uma coisa: medo não se discute. Minha sogra tem medo de cachorro. Quem sou eu pra falar? “Ah, sua boba, #supera! Olha só essa fera latindo pra você. Ela não faz nada!”.

9. Meus pais, logo que casaram, deixaram de conviver com vários amigos porque minha mãe tinha medo de altura e medo de elevador. E 99% da galera morava em apartamento. Hoje ela superou e anda até em Roda Gigante, mas foi MEGA julgada na época. Gente, de novo: medo não se discute. Parece o pessoal que fala pro tímido ir fazer aula de teatro. Deixem os tímidos serem tímidos. Grata.

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10. A título de curiosidade, eu tenho medo de gato. Acho fofo, uma gracinha, mas fico tensa. Não sei lidar. Fico mais em pânico ainda quando a pessoa diz: “faz carinho nele”. Aí você faz e, do nada, o gato põe as unhas pra fora e aqueles dentes-agulha. E o dono diz: “viu como ele é brincalhão?”. Sim, quase furou meu dedo com o dente-agulha. Uma gracinha mesmo. Medo. MEDO. ME-DO.

11. Aqui em casa, quando percebo que a pessoa não está à vontade com a presença da Dolores, prendo-a na edícula. É a minha forma de dizer: “respeito que você não está à vontade”. E cachorro nenhum vai morrer se ficar em um local restrito por algumas horas.  Tem cachorro que surta. Mas fica a pergunta. Cachorro manda? Os incomodados que se retirem? #comofaz Comenta!

Mari Mari luta pelo Dia das Mães virar Dia dos Pais ano que vem. #justiça

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16 comentários

  1. Tenho uma gatinha, bem antipática por sinal… rsrs sempre que recebo alguém ela se recolhe em seus aposentos. Por isso nunca passei aperto recebendo alguém, o único problema é receber amigos alérgicos. E aí não tem o q fazer, minha casa está coberta de agentes alérgenos. Mas se me chamar na sua casa, eu rolo com Dolores no quintal! 🙂
    Beijos

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  2. Ah, esses “pais” de pet… Menos, tá! Na hierarquia dos seres, o humano vem na frente. Quem fala que cachorro é melhor “pessoa” do que gente é porque não sabe lidar com seres humanos. Lidar com animal é muito fácil: você dá comida e carinho que o bichinho fica loucamente apaixonado forever and ever. Agora pede pra essa pessoa estabelecer um relacionamento com outro ser humano… Gente tem opinião, pode decepcionar um dia, não vai te amar pra sempre só porque está ali.

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  3. Pânico de cachorro!! Minha mãe nunca deixou eu ter um, minha avó não tinha, minha tia não tinha, minhas amigas não tinham. Logo, não existia cachorro na minha vida. Já era quase adolescente quando minhas amigas começaram a ter seus dogs – todos muito comportados e pequeninos, era fácil pra mim. Mas aí casei com o maior cachorreiro da VIDA. Aí minha sogra tem um cachorro, versão macho da Dolores. o cachorro enlouquecia quando me via, e minha sogra me respeitava – prendia ele na coZinha, mas depois de um tempo eu já não era mais visita e a festa começou a rolar solta! Mijo no pé, calças rasgadas, mordidas no dedão e por aí vai. É assim até hoje. Minha sogra diz que ele me adora e que fica emocionado com a minha presença, mas não acho que essa coisa toda seja normal. Já me acostumei, ainda penso na possibilidade de um dia ele me morder, mas não tem jeito. Pra mim, visitas COME FIRST.

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  4. Pets são fofos mas prefiro agradar momentaneamente minha visitas. Eu não tenho medo de cachorro ou gato, tirando aqueles cachorros gigantes claro rsrs, mas se vou na casa de alguém e me sinto incomodada com o animal eu sugiro delicadamente que o mesmo seja retirado do ambiente.

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  5. Olha, Mari Mari, eu sou a sua sogra e você ao mesmo tempo: tenho medo de cachorro E de gato. Eu adoro, amo amo amo os dois animaizinhos, gatos então, acho lindíssimos, mas tenho medo. Eu queria TANTO conseguir conviver. E, sim, já deixei de ir a casas de amigos por causa dos bichinhos. Eu penso assim: se fui convidada é porque me querem lá, logo deveriam respeitar a mim e os meus medos. Maaaas se, de repente, um amigo diz que o pet dele tem prioridade, eu me recolho à minha insignificância (para aquela pessoa) e sigo a vida.

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  6. Meus cães vem primeiro. Não prendo a menos que o maior não vá com a cara da pessoa e comece a avançar. Caso contrário não prendo. Não prendo e não prendo. O cachorro é meu, a casa é minha, quem compra a ração sou eu e quem paga minhas contas sou eu. E nem gosto muito de gente e de visita mesmo não.
    Meu namorado já gosta de gente. E visita. E cachorro. Mas também não prende a dele. Se o convidado não gosta, que pena, ele q não tenha cachorro na casa dele.

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  7. Hahahahah! Sou mãe de pet, amo a minha de paixão, de verdade! Cuido dela com todo dengo, zelo e mimo que se pode! Mudei de país e ela veio com a gente. Meus filhos falam que ela é a irmã deles e eu acho lindo! Sou dessas! ❤
    Maaaaaaaaas tenho plena consciência que ela é um 🐕, por mais que MTA vezes ela seja mais educada e me entenda melhor que mto humano. Aí sigo a seguinte linha ( que é complicada e bem torta):
    * Se o adulto for um conhecido daqueles que eu não faço mta questão, ela fica solta e reina pela casa.
    * Se for um adulto MTO querido e for fobia mesmo, eu prendo ela no andar de cima, ela fica mto bem e a pessoa tb.
    * Se a pessoa vier passar férias na minha casa, sinto mto, vai ter que aprender a conviver pq eu não deixo ela presa o tempo todo.
    * Se for uma criança com medo eu prendo tb pq, tadinha, crianças são seres a parte, né não?! Mal tem controle do corpinho, vão ter do medo do cachorro do amiguinho?! É pedir demais!
    * Se a criança não tem medo, eu aviso que tenho cachorro, aviso pra mãe, pergunto de possíveis alergias e, se tiver tudo bem, eu deixo ela solta mesmo (ela ama crianças)!
    E minha regra de ouro é – eu SEMPRE aviso antes que tenho cachorro pra pessoa se preparar. E se vier pra ficar mais de um dia, (seja adulto ou criança) aviso tb que, infelizmente, não dá pra manter a bichinha presa todo o tempo, logo a pessoa vai ter bastante contato com ela. Aí a pessoa que decide! 😉

    Curtido por 1 pessoa

  8. Mari, gostei da sua solução para o Dia dos Pais/Mães! A doga não ficou sozinha e ainda fez cia para a Dolores 🙂
    Eu tinha pavor de cachorro até que meu tio deu um pinscher MUITO BRAVO para minha irmã e fui obrigada a aprender a conviver (hoje agradeço meu tio, pois AMO dogs).

    Se o cão é bravo e ataca a visita, não tem nem o que discutir sobre prendê-lo ou não… A não ser que a visita não foi convidada, apareceu de sopetão hahahahahah

    Hoje tenho uma doguinha muito meiga e um pouco louca e se vier alguém em casa que não gosta de cachorro (se for fobia e não só não gostar), tenho que mantê-la na coleira mas no mesmo ambiente. Se eu deixá-la em outro ambiente ela não para de latir, é insuportável.
    Seguiria o que a Lisa escreveu se a visita durasse mais de algumas horas.

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  9. AMO cachorro, tenho 2 grandes estilo labrador. De jeito nenhum troco eles pela visita MAS eu conheço os dogs q tenho e sei q eles são meio abobados e invasivos hehe eles não são brabos, apenas querem brincar mas pulam demais e podem acabar machucando ou incomodando a visita. Resumindo: Faço a visita entrar em casa e deixo eles soltos no pátio, de jeito nenhum vou deixá-los amarrados, acho q dá pra agradar um pouquinho de ambos: os cachorros e a visita. E sei também q ninguem é obrigado a gostar do cachorro pulando e deixando a roupa cheia de pelos. Bjos, adoro seu blog e seus temas polêmicos!

    http://www.vidaloucadecasada.com.br

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